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Fábrica de sorvete em São Vicente: uma história de sucesso

 

Já imaginou transformar uma de suas paixões em negócio? Foi exatamente o caso do empresário Alcides Antonelli, de 68 anos. Neto de italiano, seu avô produzia sorvetes quando ele era criança. Mesmo pequeno, era responsável pela parte mais saborosa: o controle de qualidade, com a “difícil tarefa” de experimentar todos os sabores.

 

Alguns anos depois mudou para São Paulo, onde cursou Administração. O fato dos pais serem do comércio facilitou seu ingresso no mundo dos negócios. “Sem perceber, a experiência foi muito boa e coloquei tudo em prática quando comecei minha empresa”.

 

Em 1980, veio para São Vicente e abriu no Gonzaguinha um balcão para a venda de sorvetes. O nome da marca é referência ao sorvete de massa em cascas crocantes, muito em alta na época. O espaço se tornou pequeno para a quantidade de consumidores, especialmente no verão.

Ainda hoje é possível comprar os produtos no lugar original, na Praça Vinte e Dois de Janeiro, 341. Quando questionado sobre o motivo de escolher a localidade, a resposta é simples. “Estava próximo à praia, e nós dependíamos muito do movimento. Eu vi uma oportunidade que pudesse dar o retorno que eu esperava. E acertei”.

 

Para Alcides, o segredo do sucesso está em dar pequenos passos.  “Você tem que ter o cuidado de não aplicar tudo em um único investimento. Se der um passo maior e tiver uma surpresa pela frente, não consegue reverter”.

 

Depois de 38 anos, a marca está presente em cerca de 6 mil pontos de venda, espalhados por vários estados do Brasil.

 

Fábrica – O atual endereço da fábrica, na Rua Pérsio de Queiroz (Catiapoã), surgiu em meados de 2001, antiga Sorvetes Princesa. O som das máquinas anuncia a produção que pode chegar a 50 mil litros diários na temporada. A linha conta com 60 itens, entre eles o copo de 1litro, grego e zero lactose. Mas ninguém recusa o clássico de 2L, que compõe 80% da produção.

 

O modelo é reconhecido nacionalmente, sendo a primeira empresa do ramo no Estado a conquistar o selo de qualidade total da Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (Abis).

 

Funcionários – Atualmente, a fábrica conta com 20 funcionários apenas na produção do sorvete, e cerca de 120 no total. Uma das mais experientes é a Angelina Nadir Chiquesi, há 27 anos na fábrica. “Para mim, a fábrica faz parte da minha vida”. Faço de tudo aqui. Chego de manhã, organizo como será feita a produção, o que cada um faz, essa é minha rotina”.

 

Para ela, os funcionários são como uma segunda família. Aos risos, comenta que “passa mais tempo aqui do que em casa”. Mesmo depois de tantos anos trabalhando com a sobremesa, não se cansa do sabor.

 

Victor Vasconcellos tem um papel importante na Kascão. Ele é gerente industrial há sete anos. Formado em Química, foi contratado inicialmente como estagiário. Atualmente, controla todo o processo de fabricação.

 

Processo – O primeiro passo são os procedimentos de segurança alimentar. Durante o processo, a temperatura do tanque chega a 75°C. Em seguida, é resfriada rapidamente. A segunda etapa é a maturação, quando o sorvete ganha aroma e corantes. A massa fica armazenada por até 24 horas, em circulação lenta e resfriando. O resultado é um sorvete mais macio e resistente às oscilações de temperatura. Depois vem a produção, em que o sorvete fica na consistência certa, e é colocado em formas ou potes. A quarta etapa é quando o doce é embalado. O último passo é o armazenamento. Toda a produção é mantida em uma câmara de resfriamento, a -24°C. Segundo Antonelli, durante o verão, todo o estoque acaba em apenas uma semana. Já no inverno, a reposição total é de três meses.

 

 

 

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Alguns anos depois mudou para São Paulo, onde cursou Administração. O fato dos pais serem do comércio facilitou seu ingresso no mundo dos negócios. “Sem perceber, a experiência foi muito boa e coloquei tudo em prática quando comecei minha empresa”.

 

Em 1980, veio para São Vicente e abriu no Gonzaguinha um balcão para a venda de sorvetes. O nome da marca é referência ao sorvete de massa em cascas crocantes, muito em alta na época. O espaço se tornou pequeno para a quantidade de consumidores, especialmente no verão.

Ainda hoje é possível comprar os produtos no lugar original, na Praça Vinte e Dois de Janeiro, 341. Quando questionado sobre o motivo de escolher a localidade, a resposta é simples. “Estava próximo à praia, e nós dependíamos muito do movimento. Eu vi uma oportunidade que pudesse dar o retorno que eu esperava. E acertei”.

 

Para Alcides, o segredo do sucesso está em dar pequenos passos.  “Você tem que ter o cuidado de não aplicar tudo em um único investimento. Se der um passo maior e tiver uma surpresa pela frente, não consegue reverter”.

 

Depois de 38 anos, a marca está presente em cerca de 6 mil pontos de venda, espalhados por vários estados do Brasil.

 

Fábrica – O atual endereço da fábrica, na Rua Pérsio de Queiroz (Catiapoã), surgiu em meados de 2001, antiga Sorvetes Princesa. O som das máquinas anuncia a produção que pode chegar a 50 mil litros diários na temporada. A linha conta com 60 itens, entre eles o copo de 1litro, grego e zero lactose. Mas ninguém recusa o clássico de 2L, que compõe 80% da produção.

 

O modelo é reconhecido nacionalmente, sendo a primeira empresa do ramo no Estado a conquistar o selo de qualidade total da Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (Abis).

 

Funcionários – Atualmente, a fábrica conta com 20 funcionários apenas na produção do sorvete, e cerca de 120 no total. Uma das mais experientes é a Angelina Nadir Chiquesi, há 27 anos na fábrica. “Para mim, a fábrica faz parte da minha vida”. Faço de tudo aqui. Chego de manhã, organizo como será feita a produção, o que cada um faz, essa é minha rotina”.

 

Para ela, os funcionários são como uma segunda família. Aos risos, comenta que “passa mais tempo aqui do que em casa”. Mesmo depois de tantos anos trabalhando com a sobremesa, não se cansa do sabor.

 

Victor Vasconcellos tem um papel importante na Kascão. Ele é gerente industrial há sete anos. Formado em Química, foi contratado inicialmente como estagiário. Atualmente, controla todo o processo de fabricação.

 

Processo – O primeiro passo são os procedimentos de segurança alimentar. Durante o processo, a temperatura do tanque chega a 75°C. Em seguida, é resfriada rapidamente. A segunda etapa é a maturação, quando o sorvete ganha aroma e corantes. A massa fica armazenada por até 24 horas, em circulação lenta e resfriando. O resultado é um sorvete mais macio e resistente às oscilações de temperatura. Depois vem a produção, em que o sorvete fica na consistência certa, e é colocado em formas ou potes. A quarta etapa é quando o doce é embalado. O último passo é o armazenamento. Toda a produção é mantida em uma câmara de resfriamento, a -24°C. Segundo Antonelli, durante o verão, todo o estoque acaba em apenas uma semana. Já no inverno, a reposição total é de três meses.

 

 

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